Oi...
Todos temos família, mesmo que não vivamos com ela ou que tenhamos sido abandonados, todas as pessoas têm noção e experiência de família.
Há vários "tipos", se podemos dizer assim, de famílias. Este sempre me foi um tema bastante caro, por várias razões, mas nos últimos tempos tenho pensado mais no assunto. Porquê? Entre outras razões apresento algumas: a família está no centro do Plano Pastoral das RVBS Paróquias, sou o assistente espiritual da Pastoral Familiar no Algarve, por ter de lidar com dramas familiares com alguma regularidade, e sobretudo, por uma experiência que tive à pouco tempo e que me deixou verdadeiramente perturbado, o "SurfFest"...
E uma das perguntas que me tenho feito é: que pai seria eu?
É fácil educar os filhos dos outros, mas e os meus? Ser Padre é muitas vezes falar de realidades nas quais não temos experiência alguma. Sou filho, sou tio, mas não sou pai! Por isso, sinto um misto dentro de mim, pois acho que percebo a "engrenagem" familiar, mas por outro lado vivo sozinho, o que me faz pensar que sobre família não devia falar...
Que pai seria eu?!?!!?!? hummmmmm, pergunta prática, mas a resposta será muito teórica... penso que ao contrário do que poderei pensar, seria um pai que mimaria os meus filho, realidade que critico... procuraria que Jesus fizesse parte da sua vida, penso que aqui não falharia, pelo menos enquanto fosse eu a mandar... teria a preocupação de educar pelo exemplo, o que é muito difícil, mas é algo que penso que é o melhor... tentaria mostrar que a felicidade não está no ter ou no ser importante, mas sim em amar, é um pouco utópico, mas seria interessante... computador e afins, são importante, mas não essenciais... os mais velhos não estão no mesmo patamar que os mais novos, por isso, respeitar e aprender com eles é uma regra de vida... gozar, só connosco próprio, pois gozar dos outros é sinal de "burrice"... saídas à noite... só quando o BI/CC fizer 18 anos, nesta apesar de ser difícil acho que iria cumprir, pois não compreendo como é que há pais que deixam os filhos saírem até às tantas e apanhar bebedeiras com meia dúzia de anos... as obrigações nascem das necessidades e não o contrário, o exemplo claro é a escola...
Por hoje já chega de ser pai... lol...
Apesar de Padre significar pai, naturalmente, não é a mesma coisa...
Abraços e beijos paternais...
3 Bajulações:
Querido amigo,
Cada um segue a sua missão na vida e ser mãe foi mesmo a melhor benção que tive, na sequência do casamento e da família que eu e o Daniel contruímos!
Ser mãe/pai é sobretudo viver o amor em família, que embora seja incondicional, muitas vezes tem de ser o que os britânicos chamam de "tough love" (engraçado não haver essa mesma expressão em português, o que vem de um factor sobretudo cultural) ou seja, um amor que às vezes tem de ser duro e intransigente, para impor limites, que são salutares e necessários aos que ainda estão em formação.
A educação na família é isso: "quem dá pão dá criação" (repara que aqui não se fala de amor!) tendo a noção de que apesar de actualmente isso ser um contra-ciclo é uma das soluções para tantos problemas a que assistimos.
A Fé também faz parte disso, sendo que não podemos esperar que eles um dia acordem e decidam "Vou acreditar em Deus!", o que também é algo que começa em Família e não é responsabilidade dos outros!
Por muito difícil que seja ser pai e ou mãe, penso que o essencial está tudo aí nessa mensagem. E concordo em tudo com ela. Na minha opinião, seria um bom pai . :-)
Seria um bom pai. Afinal de contas há coisas inatas que não precisam de ser aprendidas. Ajude as crianças a crescer e sentirá a paternidade
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