Avançar para o conteúdo principal

...um sonho...

Oi...
Quando se faz muita coisa, precisamos de parar... neste momento é assim que me sinto... mas só depois de São Vicente...
No entanto nos poucos momentos de descanso, há tempo para "sonhar"...
Entre muitos sonhos, tive um que ficou no meu consciente: neste ano Sacerdotal, devia-se pensar num aspecto muito deficiente nos padre e, por arrastamento, nos leigos, a espiritualidade. Hoje apostamos, e bem, em formar padres em Sagrada Escritura, Liturgia, Direito Canónico, Psicologia, mas não em espiritualidade.
Penso que seria importante pensar-se nisso, pois está provado que as pessoas estão deficitárias na sua espiritualidade e uma das provas é a procura de "espiritualidades" extra-igreja.
Neste meu sonho, que não seria para mim, apesar de pensar que a nível pessoal me faria bem, este padre estaria disponível para pregar retiros, fazer direcção espiritual, confessar e ajudar na formação para espiritualidade, entre outras possibilidades.
Pode-se dizer que não há padres suficientes para isso, não concordo, pois não seria um desperdício, bem pelo contrário, nós andamos famintos por Deus e a espiritualidade seria uma "aposta ganha", basta para isso ver alguns exemplos de homens que se dedicam a esta missão e que são requisitados um pouco por todo o "mundo".
Este podia ser um fruto deste ano sacerdotal na nossa diocese.
Fica aqui o sonho... como há quem defenda que é o sonho que comanda a vida, quero muitas vezes acreditar que sim... Para quem acredita nesta necessidade, reze para que se concretize, pois é isso que eu faço.
Abraços e beijos...

Comentários

Fatima disse…
Estou constantemente de acordo consigo Pe Joel
Não há padres..? Há!! há!! acho que é como em todas as profissões ( padre talvez não seja uma profissão, é mais uma vocação) a distribuição dessas vocações é que talvez não tenha vindo a ser aplicada da melhor forma,permitam-me.
Na verdade a formação de padres na espiritualidade, seria óptimo. Está totalmente paralela à míngua do homem no mundo de hoje.
Como diz e muito bem, todos andamos famintos de Deus, que bom seria ter de quando em vez, encontros com um padre formado nessa área. Creio que poderiamps chamar-lhe de medicina preventiva dentro da espiritualidade.
Um abraço amigo
Anónimo disse…
Meu Caro Padre Joel,
Já há algum tempo que não faço comentários aos seus posts, no seu blog.
Pura falta de tempo ou, então, alguns dos temas não me suscitam quaisquer comentários.
Apenas isso. No entanto, gosto de comentar, sempre que me sinto interpelada pelas suas palavras.
E este tema da espiritualidade é-me muito caro. Todos andamos sedentos e famintos de Deus. Há, a nível global, uma procura intensa de espiritualidade. E isso nota-se no nosso quotidiano, à nossa volta, as pessoas “apegam-se” a tudo e mais alguma coisa – algumas vezes, erradamente – com grande ânsia pelo transcendente, que, aliás, é inata no ser humano. Qualquer ser humano é religioso. Mas ser religioso não é ser cristão e ter espiritualidade cristã. Para isso, tem que haver formação cristã. E é aí que os padres (ou, na sua falta, alguns leigos bem formados) podem fazer um trabalho de excepção. Tanto nos padres, como nos leigos que estão ao serviço da igreja nas paróquias e não só, a formação deveria ser contínua. A dinâmica dos nossos dias é tão grande que, se alguém se descuida no passo, fica para trás, sob pena de que essa falta de actualização se reflicta na formação, que deve ser total e abrangente. É ler as conclusões do recente VI Forum para as Vocações. Está lá tudo.
Por isso, há que investir na formação, tanto para padres, como para leigos e tentar que, de preferência, os padres, para além dos seus afazeres diários, consigam ministrar cursos/sessões de espiritualidade. Isso também é evangelizar.
Ainda há dias, uma amiga leiga muito envolvida me dizia que tinha feito um curso de mística, de um ano, na Universidade de Ávila, em Espanha e que foi das coisas melhores que fez ultimamente, incentivando-me a frequentá-lo também. Quem me dera! Talvez um dia!

Beijos e abraços
Anokas

Mensagens populares deste blogue

Redes...sem rede

Oi...

Um destes dias ao fazer zapping, detive-me na TVI, a ver a Casa dos Segredos, não vou tecer comentários sobre o programa em si, penso não ser necessário ;)  Mas houve um pensamento que me veio à mente: como as redes sociais vieram mudar tanta coisa. Explico:  1. no livro, de George Orwell, "1984" (publicado em 1949), há uma visão do futuro (1984), que hoje já foi ultrapassada, mas que é bem real, de queremos saber a vida dos outros até aos seus pormenores mais íntimos e desnecessários;  2. no primeiro dia de setembro de 1997, fomos acordados com a notícia da morte da princesa Diana, para muitos causada pelo desejo louco de saber tudo o que ela fazia, chegando ao ponto de ser perseguida.  O que têm estes dois acontecimentos com a Casa dos Segredos? Muito... Pois nem George Orwell previu que pessoas no século XXI, iriam voluntariamente para uma casa, nem a Princesa Diana hoje seria perseguida da mesma forma, pois tudo ficaria registado no Facebook ou Instangram, como ve…

Sporting Clube de Portugal

Oi...

Ser do Sporting Clube de Portugal, é muito mais do que gostar de futebol, é acima de tudo gostar de desporto, pelo menos é assim que olho para o meu clube. Por estes dias, temos assistido a situações completamente absurdas... que têm no presidente o rosto maior de uma mentalidade hodierna, onde o eu ocupa o protagonismo do nós, onde o vergonha é substituída pela vitimização, onde a ditadura suplanta a democracia... Esta postura louca (sem aspas), pode levar, não ao fim do Sporting Clube de Portugal, mas a danos que levarão décadas a recuperar, e tudo por uma sede de poder e dinheiro... A minha postura anti-brunista é antiga, mesmo antes de ser presidente do meu clube. Lembro-me da primeira vez que se candidatou e perdeu, apareceu apoiado por um fundo russo... desde daí que tudo me cheira a esturro, as comparações a um presidente de clube de futebol que esteve preso, são evidentes... Recordar que um antigo vice-presidente seu, anda embrulhado na justiça por intimidação a árbitro…

Educar...

Oi...

Há temas que são mais fáceis e consensuais.
Educar mais que uma ciência é uma arte, até aqui estaremos todos de acordo.
Claro que a ciência tem ajudado a perceber como melhor educar e potenciar os dons que cada ser humano tem em si mesmo.
Vejamos:
1. Educar não pode ser uma lista de itens que têm de ser preenchidos;
2. Educar é reciprocidade, pois todos somos educadores e educandos;
3. Educar é muito através do exemplo, mas é muito mais...;
4. Educação não se compra, partilha-se, compartilha-se...;
5. Educar não pode ser impôr umas quantas regras, mas sim ajudar o outro a perceber o que é o melhor em cada momento;
6. Educar é olhar com amor o outro, isto é a maior e melhor forma de educar;
7. Educar passa por ver o outro como um semelhante, uma pessoa igual a mim, mesmo que seja uma criança ou um ancião;
8. Educar é perceber o que é melhor em cada momento do processo de crescimento de cada um, apesar de todas as diferenças ser capaz de me colocar no lugar do outro, como se sente, o que…