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Sacramento da reconciliação

Oi...
Durante a quaresma nós somos convidados a celebrar o sacramento da Reconciliação. Infelizmente este é um sacramento pouco celebrado.
A razão, ou uma das razões, é a possibilidade de eu falar directamente com Deus...
Se esta possibilidade existe não é menos verdade que nós precisamos do outro para fazer a experiência de Deus, esse outro será a comunidade cristã, no entanto é impraticável eu confessar os meus pecados à comunidade, nesse sentido preciso do Padre para poder fazer a experiência do amor de Deus na minha vida. Diria que um dos problemas que temos hoje e que afecta este sacramento é a forma como nós vivemos o Amor. Hoje não amamos, mas sim amo-me. Se eu não amo o outro como posso ser amado?!?!? Se eu não procuro o Amor (Deus) como posso sentir o seu Amor?!?!?!? É isso que acontece hoje!
Acredito que este é um sacramento actual e necessário.
Na próxima segunda-feira será um momento de graça nas paróquias de Sagres, Vila do Bispo e Raposeira.... veremos o que acontece...
Abraços e beijos...

Comentários

VC disse…
É também um sacramento muito complicado de saber cumprir.
...
Na verdade, sou cristã, praticante, catequista...e nunca me sinto preparada para a confissão. A verdade é que nem sei como o fazer...o q dizer...

Como padre, mesmo que jovem, ou melhor, especialmente por isso, podes explicar como o fazer? O que se diz quando nos sentamos junto ao pároco? que espera ele ouvir da nossa boca? Deveríamos fazer uma lista de cada vez que pecamos?...

[vou continuar a visitar este post e os respectivos comentários na esperança de encontrar uma resposta.=) OBRIGADA!]
Anónimo disse…
Tal como a/o VC também tenho a sensação que não me sei confessar.
Até ao momento da imposição das mãos para mim a confisão é um sacrifio enorme, diria mesmo uma tortura. Não é por isso que me deixo de reconciliar e até o faço com bastante regularidade, mas sinto que me falta muito.
Sofia Costa disse…
Eu penso q se não nos custasse confessar, seríamos uns desevergonhados, não?

É q isso kereria dizer q n tinhamos vergonha das nossas falhas...penso eu

Já me custou muito confessar, mas hoje encaro e anseio por este sacramento como um modo de me ir aproximando de Cristo.

Um dia alguém me disse q o que devemos confessar é apenas e só akilo q verdadeiramente atormenta a nossa consciência e q estamos de facto preparados p mudar, pq a confissão não se cinge apenas ao momento em q estamos cara a cara com o padre, o sacramento prolonga-se pelo tempo para poder dar lugar à conversão à mudança de vida...

Este sacramento p mim é essencial p o meu crescimento como cristã.

É claro q qd tinha o azar de ir me confessar a algum padre q me fazia perguntas do género: rezas de manhã e à noite? vais todos os domingos à missa? és boa p a tua família? etc... tipo metralhadora, nunca me sentia confessada, tinha de recorrer a outro padre p me sentir realmente em paz, até pq n conseguia falar abertamente com este tipo de padre... Enfim cada um é como cada qual...

Mas hj como já os conheço apenas vou àkeles q sei q têm paciência e k não encaram este sacramento como um "vomitar" de asneiras, dar uma benção e venha o próximo...

Espero ter ajudado VC, força.

Bjs
Anónimo disse…
é uma coisa algo complicada mas muito intima. por ser tao intimo é que me faz confuzão certas coisas.
soube que nas ultimas confissoes, na paroquia onde tem mais gente, uma senhora que disse á boca cheia que era a primeira vez que se confessava na vida.
foi confessarse a si e quando veio cá para fora veio contar o que o padre lhe tinha perguntado e o que ela tinha respondido.

agora pergunto- isto é normal? vale a pena as pessoas se confessarem?

por isso acho que a confissao é uma coisa muito intima e pessoal e nao é para contar a outras pessoas.
á mais de 2 anos que nao me confesso mas quando o fizer o que digo fica entre mim e o padre.
Anónimo disse…
Para mim a confissão é sempre um momento complexo e nem sempre o sinto libertador... Peço, em regra, a ajuda do sacerdote mas muitas vezes é quase nula... A filosofia é a do toca a despachar...

Bjinho
Anónimo disse…
Meus amigos
Não resisto a partilhar convosco a minha opinião sobre esta matéria.
Porque vivo (há mts anos) uma união de facto, as regras da igreja vedam-me a possibilidade de comunhão: Conudo não foi razão bastante para me impedir de fazer reconciliaçao por altura de 1ª comunhão de minha filha. Não participei na mesa, mas estive na celebração liberta. Digo-vos que gostei imenso da conversa que sustentou a minha confissão, por sinal com um sacerdote ja entrado na idade.
Não creio que a ideia da nossa reconciliação seja o deixarmos ou mesmo considerarmo-nos degradados fihos de Eva. Nao não vou por aí!
Sou filha de Deus, todos os dias louvo, entrego e agradeço o meu dia - isto é reconcilição diária. Não obstante tenho como muito certo viver a Páscoa, maior festa da Igreja, com a ajuda de um sacerdote, na libertação de algo que nos preocupe.
Permitam-me que deixe aqui um pouco de humor afinal a vida também é feita com graça - Já pensaram se aqueles Srs loiros de olhos azuis, que levaram o nosso planeta à situaçao má que todos vivemos se fossem confessar....
Voltando a nossa vida pascal, fiquemos atentos, crentes, humildes mas felizes. Sempre!!!
VC disse…
Foi com surpresa e um misto de alegria e timidez, que te vejo perante mim na hora de me confessar no passado fim-de-semana.
Estranho...depois de aqui ter escrito que não sabia como o fazer, foi através de ti que o fiz...

Mas não posso deixar de dizer que foi bom falar e ser ouvida mas, foi especialmente bom, ouvir...escutar e reflectir!

Uma Santa Páscoa!

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