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Avaliação

Oi...

No fim de mais um dia de "descanso", partilho convosco uma pequena reflexão sobre a avaliação do Governo.
Uma das notícias do dia é que o Governo quer avançar com um esquema de avaliação dos médicos, um pouco parecido com o dos professores.
Parece-me no mínimo ridículo, mas pensando um pouco faz todo o sentido.
As politicas seguidas ultimamente, nesta como noutras áreas parecem-me claras... dividir para reinar. Foi assim com os professores e agora com os médicos, a sorte é que os padres não são funcionários do estado....!!!!!
Não sou a favor de que os médicos sejam avaliados. Quais os critérios dessa avaliação: o número de doentes que atendem? Número de receitas ou exames que prescrevem? Qualquer critério terá sempre no horizonte os números... e isso não se pode aplicar aos médicos. Mas a justificação para este tipo de avaliação é: que os países desenvolvidos fazem assim.... podíamos começar por imitá-los pelas politicas humanizadoras na área da saúde...
Há uma coisa que me parece maquiavélica, não conheço esta proposta em pormenor, mas se for nos moldes da dos professores, o objectivo é claramente dividir para reinar, pois quem avaliará os médicos serão outros médicos e isso leva naturalmente a tensões e divisões. Isto torna a governação mais fácil, mas menos democrática...
Não sei onde vamos parar, mas seria interessante que a Igreja falasse e esclarecesse as pessoas, nestas como noutras áreas. Não é ser contra este ou aquele partido ou pessoas, é ser contra políticas que levam à ditadura, à infantilização... entre outras coisas preocupantes que no século XXI e num país da Europa, não podem ser soluções.
Deixo um desafio: o Governo devia ser o primeiro a ser avaliado com grelhas, objectivos e avaliadores....

Abraços e beijos...

Comentários

risonha disse…
Na minha opinião avaliações deste género só servem para criar guerras e mau estar entre as classes profissionais.
Anónimo disse…
Este (des)governo, como todos os outros anteriores, desde Abril'74, não fizeram outra coisa que governarem contra o Povo e os seus interesses, governando-se a eles mesmos (e de que maneira), os ricos, os poderosos, afinal aquela minoria que se sobrepõe à maioria.
Não existe humanismo nas decisões políticas dos nossos políticos, porque quem fecha hospitais, maternidades, escolas, centros de saúde, carrega nos impostos que vão atingir sempre os mais desfavorecidos e desprotegidos e leis que protegem os criminosos, não pode ser considerado pessoa de bem.
Mas infelizmente este Povo humilhado e ercarnecido por esta gente, ao fim de quase 35 anos de uma pseudo "democracia", ainda parece não ter aberto os olhos e gritado a sua revolta por todas estas situações. Nas urnas. Porque continuam sempre a votar nos mesmos, dando-lhes maiorias ou condições para coligações que os levam nova e rotativamente ao poder de 4 em 4 anos. Veja-sa o vídeo que está no YouTube sobre as "promessas" do actual primeiro ministro, durante a Campanha de 2005 e comparem com as realidades destes 4 anos de completa (des)governação! Será que o Povo continua embevecido com os apertos de mão, os beijinhos, as esferográficas, aventais e bandeirinhas que eles, de 4 em 4 anos fazem o frete de oferecer pelas ruas, com um sorriso de orelha a orelha como que dizendo interiormente, vota em mim que eu dou-te mais 4 anos de sacrifício?
Que Deus nos proteja e ilumine os mais desprotegidos que são, actualmente, a maioria da sociedade portuguesa.
Anónimo disse…
Olá Padre Joel,
Na minha modesta opinião, o problema não está na avaliação propriamente dita, mas no modelo escolhido e no "modus faciendi".
Pessoalmente, acho que todos os prestadores de serviços deviam ser avaliados. Todos, sem excepção! Sou o mais possível a favor, porque acredito que, salvo raras e honrosas excepções, as pessoas se acomodam nos lugares e acabam por cair numa inércia e numa inoperância e, não só, não evoluem, como também deixam de contribuir para o desenvolvimento das suas profissões e ou serviços.
Nós não precisamos de inventar nada: basta colocar em prática o que de melhor já existe.
Claro que concordo quando diz que as políticas seguidas pelo governo deixam quase tudo a desejar! Não sei se o objectivo é dividir para reinar. Acho que já não há nada para governar, tal é o desgoverno. Ou se a ideia é simplesmente vestir um fato novo num corpo velho ("vinho novo em odres velhos")para apresentar obra e seduzir ao voto! E enquanto o odre aguentar ...
Mas o povo tem grande culpa! Ai tem, tem! Não está para se aborrecer. Alheia-se das questões, não intervém, e manifesta-se pouco, para não se indispor... Então, não se pode queixar.
Que melhor maneira há de avaliar o governo, senão através do voto?
A oportunidade está aí. Aproveitemo-la!
Beijos
Anokas
Anónimo disse…
Quando diz que ainda bem que não é funcionario do estado ,é porque acha que não deve ser avaliado? Já sabemos todos como é que a Igreja avalia os seus funcionarios!!!! ou é preciso lembrar casos recentes-E.U.A,holocausto(a sua negação) etc
Joel disse…
Resposta:
Penso que se percebe que quando me refiro à questão de não ser avaliado, isto se relaciona com grelhas, tabelas, "consultas assistidas" entre outras realidade que não concordo. Quanto a essa avaliação a que se refere, apenas dizer que Deus que é Deus não julgou a prostituta, por isso também eu não julgo ou condeno ninguém... e essa é a lógica cristã, isto não quer dizer que às vezes não pequemos...né?!?!?!

Assinado: Pensando com... o Joel
Anónimo disse…
Tem toda a razão Sr Pe Joel.
A aprendizagem faz-se com dedicação (muuuuinta) e não com resmas de papéis a encher dossiers...

Tudo de bom!
Anónimo disse…
Obrigado Padre Joel por ter respondido e publicado,penso eu que será dessa forma que devemos debater opiniões.Acrescento ainda não esquecer tudo de bom que a Igreja tem feito ao longo dos anos,porventura em muitos aspectos substituindo o Estado.

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