Oi...
Chegou ao fim mais um Domingo. Mais um dia intenso... depois da missão, vim até Salir para mais um dia de descanso.
Aqui em casa, à noite, é normal juntarem-se algumas vizinhas. Entre várias conversas para passar o tempo, hoje surgiu uma interessante. Falou-se da morte e no que há para lá da mesma. Do buraco estreito até ao céu ajardinado, tudo foi dito.
Esta conversa fez-me pensar na minha morte, melhor, passagem. Apesar de ser novo é um tema que penso com alguma regularidade, no funerais é certinho que penso na minha passagem.
Hoje posso dizer que não tenho medo de morrer, quanto muito tenho medo da forma como possa morrer. Penso que o cristão não pode ter medo da morte, isto não quer dizer que a procuremos. Como será depois da passagem? Sinceramente não sei. Esta não é uma preocupação que tenha, pois para mim, mais importante é viver aqui o melhor possível. O futuro depende muito da forma como vivemos o já da nossa existência, não esperemos pelo futuro para sermos melhores...
Sobre a minha passagem apenas dois pedidos, pode ser o meu testamento: nunca abreviem ou alonguem a minha passagem; segundo, não esquecer as rosas verdinhas....não é brincadeira!!!!...
Abraços e beijos....
PS: Pensar na nossa passagem é salutar, o contrário é que é de estranhar...
Chegou ao fim mais um Domingo. Mais um dia intenso... depois da missão, vim até Salir para mais um dia de descanso.
Aqui em casa, à noite, é normal juntarem-se algumas vizinhas. Entre várias conversas para passar o tempo, hoje surgiu uma interessante. Falou-se da morte e no que há para lá da mesma. Do buraco estreito até ao céu ajardinado, tudo foi dito.
Esta conversa fez-me pensar na minha morte, melhor, passagem. Apesar de ser novo é um tema que penso com alguma regularidade, no funerais é certinho que penso na minha passagem.
Hoje posso dizer que não tenho medo de morrer, quanto muito tenho medo da forma como possa morrer. Penso que o cristão não pode ter medo da morte, isto não quer dizer que a procuremos. Como será depois da passagem? Sinceramente não sei. Esta não é uma preocupação que tenha, pois para mim, mais importante é viver aqui o melhor possível. O futuro depende muito da forma como vivemos o já da nossa existência, não esperemos pelo futuro para sermos melhores...
Sobre a minha passagem apenas dois pedidos, pode ser o meu testamento: nunca abreviem ou alonguem a minha passagem; segundo, não esquecer as rosas verdinhas....não é brincadeira!!!!...
Abraços e beijos....
PS: Pensar na nossa passagem é salutar, o contrário é que é de estranhar...
Comentários
Acho que a morte é um tema tábu na nossa sociedade e que se devia quebrar esta barreira.
Não sei se isso faz de mim uma boa ou má cristã, mas o que é certo é que eu também penso assim, pois como vi o meu pai falecer à minha frente, com uma morte muito rápida e sem qualquer sofrimento, dou por mim muitas vezes a pensar que, um dia, quando eu tiver de partir, gostaria que fosse desta forma.
Talvez seja um bocadinho de egoísmo da minha parte, mas é o que eu sinto...
Eu encaro a morte como uma passagem para uma outra vida, onde tudo será muito mais belo.
Há que pensar nela com naturalidade, pois é o que todos temos certo.
E já agora pensar nela sem medo... essa é que é a parte mais difícil... eh eh eh!
Belo tema este - o da morte! Mas ainda muito mal compreendido pelas sociedades ocidentais. Permita-me transcrever este belíssimo poema sobre o tema vertente:
"Não Choreis os Mortos"
Não choreis nunca os mortos esquecidos
Na funda escuridão das sepulturas.
Deixai crescer, à solta, as ervas duras
Sobre os seus corpos vãos adormecidos.
E quando, à tarde, o Sol, entre brasidos,
Agonizar... guardai, longe, as doçuras
Das vossas orações, calmas e puras,
Para os que vivem, nudos e vencidos.
Lembrai-vos dos aflitos, dos cativos,
Da multidão sem fim dos que são vivos,
Dos tristes que não podem esquecer.
E, ao meditar, então, na paz da Morte,
Vereis, talvez, como é suave a sorte
Daqueles que deixaram de sofrer.
Pedro Homem de Mello, in "Caravela ao Mar"
Beijos da Anokas